7º Congresso Brasileiro de Iconografia Musical (EDIÇÃO EM FORMATO HÍBRIDO)

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Iconografia musical:
criação, produção, usos e funções
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Márcio Páscoa
(UEA; GT RIdIM-Brasil AM)


A estátua tumular da jovem violinista Ária Ramos (1916): tensões estéticas nos estertores do Período Moderno

Resumo

O Cemitério de São João, em Manaus, possui conjunto de estatuária tumular pertencente ao Período da Borracha com algumas dezenas de itens que representam a mulher numa condição idealizada. As obras compradas em catálogo ou encomendadas individualmente, a partir de negociantes locais, por artistas estrangeiros em boa medida, acabam restringindo a mulher à forma angélica, à carpideira e ao retrato da mãe/nutriz. Um item destaca-se dos demais por representar a mulher no seu ofício. A jovem Ária Ramos, de abastada família local, com irmãs musicistas profissionais, morreu assassinada acidentalmente aos 18 anos. O fato ensejou a encomenda de uma escultura na Itália, em que ela estivesse representada o mais próximo possível de sua realidade. A decisão aponta para um rasgo emancipatório que revela os desacordos das mulheres da Belle Epoque manauara com os valores tradicionais burgueses do tempo. 

Breve Biografia

Doutor em Ciências Musicais Históricas pela Universidade de Coimbra, fez Mestrado em Musicologia no Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (1997), mesmo lugar onde se graduou em Instrumentos Antigos (1994). Atualmente é professor do Curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas, onde coordena o Laboratório de Musicologia e História Cultural. Dirigi a Orquestra Barroca do Amazonas. Autor de diversos livros dos quais se destacam a série Ópera em Manaus e Ópera em Belém. Desde 2013 participa no Grupo de Trabalho do RIdIM-Brasil em Amazonas.

 

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